Teste de nivelamento antes das aulas particulares?

Em várias conversas com professores na DeProfPraProf sobre a estrutura de uma boa entrevista inicial, levantamento de necessidades, apresentação de proposta, fechamento, etc, têm aparecido também algumas perguntas sobre como fazer o nivelamento dos alunos.

Daí eu gosto sempre de perguntar qual a finalidade do nivelamento onde, como todo mundo pode imaginar, sempre tenho como resposta que ele existe para podermos já iniciar as aulas no “ponto certo” das habilidades linguísticas do aluno em questão.

Nesses momentos eu me lembro dos testes de nivelamento que eu apliquei em cada uma das escolas que já dei aula: alguns eram testes por escrito que a própria escola (ou franqueadora) havia desenvolvido, outros eram testes por escrito + exercícios de escuta e por fim era um teste oral, onde eu tinha uma lista de perguntas que iam aumentando a complexidade gramatical.

Além de todos eles, tem também o teste de nivelamento de Cambridge, que eu sugiro muito, neste link: http://www.cambridgeenglish.org/br/test-your-english/

Em todos eles, quando o aluno parasse de responder as perguntas corretamente, sabíamos que iria até ali, mais ou menos, o conhecimento linguístico dele.

Depois eu fui me lembrar o que fazíamos com os resultados dos testes de nivelamento: primeiro passávamos o resultado à coordenação ou ao responsável de vendas, que colocaria aquele novo aluno em uma turma que estivesse no mesmo nível linguístico e com um horário que se encaixasse direitinho na agenda.

Esse processo todo ficou muito claro pra mim especialmente na última escola em que trabalhei, porque eu era ao mesmo tempo professor, vendedor e ainda apoiava a coordenação.

Foi aí que me toquei de uma coisa: se o teste de nivelamento é aplicado nas escolas para colocar o aluno em uma turma de igual nível, por que então aplicar testes de nivelamento em alunos que vão fazer aulas individuais?

Pensando nas partes de uma entrevista inicial e levando em conta alunos que farão aulas individuais, o teste de nivelamento por si só já toma um bom tempo que poderia ser feito, sem problema algum, no início da primeira aula, já que independentemente do nível que o aluno que apresentar, o professor seria o mesmo, no mesmo horário e no máximo o material didático será diferente.

A dica de hoje então é para que nos atentemos sobre a validade de nossas ações enquanto professores.

Assim como em vários outros momentos na DeProfPraProf, é importante entender que ao se tornar professor autônomo é preciso também refletir sobre todas as ações que se tomava enquanto escola e filtrar quais ainda se aplicam e quais podem ser descartadas.

Continuo com certeza aplicando testes de nivelamento, mas em 2 momentos distintos:

  1. Durante a entrevista inicial quando o aluno fará aula em dupla ou mais;
  2. Somente na primeira aula depois de contratado quando o aluno fará aulas individuais.

Aproveito o finalzinho do texto para perguntar: Como você faz os seus testes de nivelamento?

Vinicius Diamantino

Opa, tudo joia? Meu nome é Vinicius Diamantino, eu sou o fundador da DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 10 anos, Master Coach e Treinador de Professores, criador do blog www.deprofpraprof.com.br e de vários cursos para professores particulares. Fique à vontade para entrar em contato comigo pelo contato@deprofpraprof.com.br!

1Comment
  • Daniela de Almeida Nascimento
    Posted at 13:34h, 10 novembro Responder

    Eu faço antes da 1a aula para sugerir material didático e saber de onde parto e para onde vou. Inclusive, pq também gosto de contextualizar os alunos sobre o Quadro Comum Europeu pra q eles saibam o que significa aquele resultado para o nosso planejamentos. Por exemplo, um aluno chega querendo se preparar para IELTS e diz q tem q tirar 8, mas no placement o resultado é A2…isso já nos dá uma noção de quantas aulas precisaremos ter num determinado período ou, caso haja um prazo, se não é necessário rever esse objetivo.

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