Quão certo está seu aluno sobre o caminho que precisa trilhar? (Parte 1)

Dentre as inúmeras atividades outdoor que trabalham autoconhecimento e motivação, uma delas, a caminhada vendada, me chama particularmente a atenção.

Essa atividade consiste em nada mais que caminhar até um determinado ponto (a poucos metros de distância) estando com os olhos vendados e conseguir parar no exato local proposto.

Há dois níveis para a realização desta prova:

– Médio: Faz-se o caminho uma vez com o auxílio de outra pessoa que atua como um guia e depois se caminha sozinho;

– Desafiante: Dá-se várias voltas em torno de si mesmo e, depois de já estar levemente tonto, tenta-se fazer a caminhada de olhos vendados.

É importante ressaltar que os participantes que erram normalmente costumam ora desviar do caminho proposto e andar fora da rota, ora caminhar corretamente sobre a rota, porém parar fora do ponto final exato.

De uma forma ou de outra, no nível médio ou desafiante, quem participa dessa prova tem uma dificuldade que sobressai perante as demais: a literal falta de visão para cada passo a ser tomado.

Essa falta de visão sobre onde se está, o que já foi percorrido e o que ainda se falta alcançar acontece figurativamente com a maioria dos alunos de línguas estrangeiras e a consequência disso é a desmotivação por parte do aluno.

Tradicionalmente o aluno se norteia quanto ao próprio progresso com base no número de livros didáticos que concluiu ou quantos semestres já se passaram, de acordo com uma ou outra metodologia.

Acontece que os alunos tendem a não saber de antemão qual é, detalhadamente, o caminho que precisam trilhar, confiando no professor para guiá-los totalmente pelo processo.

Acontece também que os alunos tendem a sequer conhecer o que é trabalhado em cada livro ou semestre, confiando na metodologia para levá-los até seus objetivos.

E é justamente através dessa visão míope do processo como um todo que o aluno se perde e se desmotiva frente a tanta regra gramatical e a tantos vocábulos e expressões novas.

Em processos tradicionais de coaching é imperativa a criação e utilização de uma métrica chamada GAP para cada coachee (cliente de coaching) desde os primeiros encontros, para que ele(a) consiga situar-se durante todo o processo de desenvolvimento sem perder de vista o que já foi concluído e o que ainda se precisa alcançar.

Sendo assim, repito a pergunta do título deste texto:

“Quão certo está seu aluno sobre o caminho que precisa trilhar? ”

Da mesma forma que uma pessoa vendada tende a se desviar do seu caminho, parar no momento errado e potencialmente desistir da vivência, alunos de línguas estrangeiras que não compreendem cada passo a ser tomado e cada tópico a ser estudado também tendem a se desmotivar, dar menos importância aos processos, regras e homeworks e, derradeiramente, desistir do curso.

Vinicius Diamantino

Opa, tudo joia? Meu nome é Vinicius Diamantino, eu sou o fundador da DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 10 anos, Master Coach e Treinador de Professores, criador do blog www.deprofpraprof.com.br e de vários cursos para professores particulares. Fique à vontade para entrar em contato comigo pelo contato@deprofpraprof.com.br!

3 Comments
  • Ricardo Barros
    Ricardo Barros
    Posted at 16:12h, 09 setembro Responder

    Gostei da reflexão, Vinicius. Mas, talvez por não conhecer a área de coaching, fiquei pensando em como aplicar a ferramenta GAP para um aluno. Que tipo de perguntas ou ações se aplicam nesse caso?

    Um abraço,
    Ricardo

    • Ricardo Barros
      Ricardo Barros
      Posted at 16:15h, 09 setembro Responder

      Ou talvez essas respostas só venham na parte 2, né? I’m hooked 🙂

      • Vinicius Diamantino
        Vinicius Diamantino
        Posted at 13:39h, 10 setembro Responder

        É exatamente isso Ricardo! Na parte 2 eu explico detalhes de como o GAP pode ser estipulado através de ferramentas e na parte 3 como são as características de um GAP bem delineado.

        Cenas do próximo capítulo!

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