Feito é mesmo melhor que perfeito?

Sabe aquela insegurança horrível de não sentir firmeza no chão antes de dar qualquer próximo passo? Bom, eu passo por isso e entendo perfeitamente quem também está na mesma situação.

Para tentar contornar essa insegurança eu passei a gostar da minha característica perfeccionista, porque isso me dava a ilusão de segurança necessária pra dar o próximo passo em qualquer coisa que eu fizesse.

Mas… Ser perfeccionista significa ter uma grande necessidade de que a situação esteja literalmente “perfeita” para que eu possa dar o próximo passo e…

Dificilmente a situação fica “suficientemente perfeita” a ponto de eu arriscar esse próximo passo.

É aí que a procrastinação (deixar pra depois) entra em cena e é aí que o resultado acaba sendo zero.

Durante a minha formação de coaching, em meio a vários aprendizados valiosos, uma das frases que mais chamaram minha atenção foi que “perfeição é percepção”.

Imediatamente associei essa frase àquela já conhecida “a beleza está nos olhos de quem vê” e também àquela outra “a grama do vizinho é sempre mais verde”.

Com essa tríade de frases de efeito super clichês, eu comecei a perceber que eu poderia e até deveria aceitar alguns riscos e me lançar às novas situações com mais coragem.

Eu passei a entender o óbvio: que a percepção e os gostos das diferentes pessoas são, também, diferentes!

Parece totalmente lógico e realmente o é, mas quando você está a um passo de tomar decisões importantes, essa clareza toda desaparece em meio a nuvens de dúvidas e medos.

Foi aí que entrei com contato com mais um clichê: o “feito é melhor que perfeito”.

Essa frase é bem conhecida dos adeptos ao empreendedorismo, mas admito que ela não havia ainda feito todo o sentido em meus ouvidos, apesar de que admito tê-la repetido várias vezes para vários colegas em mesas de discussão profissional.

Na minha cabeça, acho que não acreditava totalmente nessa frase porque lá no fundo eu queria justificar o meu perfeccionismo.

Sim, eu gostava de ser perfeccionista!

E não, eu não acreditava que o perfeccionismo fosse um problema!

Sabe por quê?

Porque pra mim isso era uma forma de medir a excelência das coisas que eu fazia.

Em um dos vários encontros de coaching pós-formação que participei, falamos exatamente sobre a tal da procrastinação, termo que era totalmente desconhecido pra mim na época. E, como em todo bom processo de coaching, saí desse treinamento com várias tarefas e metas desafiantes.

A primeira delas: gravar vídeos para produção de conteúdo online.

Mas como? Eu não tinha uma câmera profissional, ou um tripé profissional, ou iluminação profissional, nem mesmo um microfone profissional!

Porém… meta é meta e eu tinha que cumpri-la.

Pois bem, vamos às soluções: arrumei um tripé no camelô local;

24-Camera-Tripod-ET-3120-

Como meu celular já estava muito velhinho, aproveitei e comprei um Samsung Galaxy Note 4 que tem uma ótima câmera para gravações em Full HD e até 4K, mas claro que eu não tinha condições de comprar um novo, então recorri ao trocafone.com;

Galaxy-Note-4-main

Quanto ao microfone, comprei um modelo de microfone de lapela com adaptador, lá no mercadolivre.com.br, daqueles bem baratinhos mesmo, e liguei no celular, que gravaria vídeo e áudio de uma vez só;

adaptador-p3-p2-4-viaspolos-x-2-p2-3-vias-fone-microfone-D_NQ_NP_931021-MLB20693323596_042016-O

Por fim, recorri a um amigo e montamos um par super útil de “baldeboxes”, ou softbox caseiro;

chrome_2017-08-09_04-46-15

Imagino que você esteja se divertindo com as peripécias que inventei, né?! Rsrsrs

Agora vou te dizer que meus primeiros vídeos e o meu primeiro curso inteiro (o de Marketing e Vendas para professores particulares) foi gravado usando esse set de equipamentos que eu acabei de mostrar acima.

Isso significa que eu já havia conseguido iniciar séries de vídeos e comecei a ter renda passiva que vinha das vendas deste curso.

Foi aí que eu resolvi revisitar aquele clichê indigesto e montar um mais acertado: “feito é melhor que perfeito, desde que não seja mal feito!”

“Começar como puder” não é sinônimo de fazer mal feito, de qualquer jeito.

Da mesma forma funciona o seu início como professor particular (autônomo): o mais importante é começar, como diria Mário Sérgio Cortella, “fazendo o melhor que você puder com os recursos que tem, até que você tenha condições melhores de fazer melhor ainda”.

Pense como serão as aulas particulares, onde elas acontecerão, quanto tempo durarão, quais materiais pedagógicos serão usados, de quais ferramentas vai precisar, quanto cobrará pelas aulas e como serão os recebimentos (clique aqui para conhecer as perguntas 5W2H).

A partir dessa reflexão, divulgue suas aulas e comece!

Comece como puder, com poucos alunos, até que você tenha mais procura e mais firmeza para o seu próprio trabalho como autônomo.

O trabalho do professor particular é naturalmente muito solitário e por isso é importante que nos unamos e participemos de grupos onde estamos juntos.

Inicialmente eu ofereço o meu apoio total a professores particulares através dos meus conteúdos gratuitos e pagos oferecidos lá no site www.deprofpraprof.com.br e na fanpage do Facebook em www.facebook.com/deprofpraprof.

Agora que você terminou esta leitura, eu encerro o texto te dizendo mais uma vez:

COMECE!

Vinicius Diamantino

Opa, tudo joia? Meu nome é Vinicius Diamantino, eu sou o fundador da DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 10 anos, Master Coach e Treinador de Professores, criador do blog www.deprofpraprof.com.br e de vários cursos para professores particulares. Fique à vontade para entrar em contato comigo pelo contato@deprofpraprof.com.br!

No Comments

Post A Comment